sexta-feira, 1 de março de 2013

"Projetando"



Hello Friends!!!

          Hoje, a turma de Letras - Inglês 2009 (intensivo), está lançando este blog que tem como finalidade ensinar passo a passo como elaborar um projeto de pesquisa. Esperamos alcançar várias audiências, desde os graduandos de Inglês aos de História, Geografia, entre outras áreas de estudo, pois todos passarão por este momento na vida acadêmica!

Bons Estudos!

Projeto de Pesquisa, Capa, Contra-Capa e Sumário.


Equipe:
Cláudia Yuki Yamamoto
Maria Luana Nunes de André
Natália dos Santos Albuquerque



PROJETO DE PESQUISA E PROJETO PARA OUTROS FINS
Ao elaborar um projeto deve-se ficar atento para a distinção entre projeto de pesquisa e projeto para outros fins. Um projeto de caracteriza-se pela presença de três requisitos essenciais:
* A existência de uma pergunta que se deseja responder:
* A elaboração (e sua descrição) de um conjunto de passos que permitam obter a informação necessária para respondê-la;
* A indicação do grau de confiabilidade na resposta obtida.
Pesquisar implica em uma ação sistematizada, uma investigação capaz de oferecer e/ou produzir um conhecimento “novo”. O resultado final deve demonstrar o avanço em relação ao que já se sabe a respeito de uma determinada área ou de um fenômeno investigado.
Para se compreender melhor a diferença entre o projeto de pesquisa e um projeto para outros fins, citaremos o exemplo de um professor que inicia um projeto em uma determinada escola pública da periferia, para descobrir quais as razões da desistência dos estudos de muitos alunos no decorrer do ano letivo.
A busca sistematizada pelos fatores que contribuem para esse problema caracterizaria um projeto de pesquisa. No entanto, se o objetivo do projeto for aplicar medidas que resolvam o problema dessa comunidade temos uma prestação de serviço.
A prestação de serviço seria a aplicação de determinados conhecimentos com o objetivo de resolucionar problemas sociais.

CAPA
Segundo Di Paolo (2009), “a capa representa a cobertura externa do trabalho. Casos de inclusão de ilustração devem ficar a critério da Instituição, para a qual se destina o trabalho. O destaque maior deve ser dado para o autor ou autores e título.”

     a)     Instituição (uso do timbre não obrigatório);
     b)    Nome da subunidade solicitante;
     c)     Nome (s) do(s) autor (es);
     d)    Título (e subtítulo, se houver);
     e)     Local (nome da cidade);
     f)      Ano.


FOLHA DE ROSTO (OU CONTRA CAPA)
Para Di Paolo (2009), “deve apresentar a identificação do trabalho, ou seja, a finalidade de sua produção e deve conter os seguintes dados.”
   a)     Nome do autor;
   b)    Título/Subtítulo (se houver);
   c)     Natureza do trabalho (se TCC, Dissertação, Tese e outros);
   d)    Nome do orientador;
   e)     Local (cidade onde deve ser apresentado);
   f)      Ano.





SUMÁRIO
“Em conformidade coma a ABNT, o sumário deve conter a enumeração das principais divisões, seções ou capítulos e demais partes do trabalho, na mesma ordem em que se sucedem e mesma apresentação tipográfica utilizadas no texto.” (DI PAOLO, 2009)




Equipe:

Equipe:
Cláudia Yuki Yamamoto
Maria Luana Nunes de André
Natália dos Santos Albuquerque




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Justificativa, Objetivos, Problema e Hipótese


JUSTIFICATIVA
Justificar é oferecer razão suficiente para a construção daquele trabalho.Responde a pergunta por que fazer o trabalho, procurando os antecedentes do problema e a relevância do assunto/tema, argumentando sobre a importância prático-teórica, colocando as possíveis contribuições esperadas.
Nesta parte inicial do projeto explicitam-se os motivos de ordem teórica e prática que justificam a pesquisa. Em outras palavras, deve-se responder à pergunta “por que se deseja fazer a pesquisa?”. Para isso é necessária a presença de alguns pontos que se indicam a seguir. No entanto, não existe nenhuma regra rígida quanto à sua sequência, exclusão ou inclusão de itens ao conteúdo da justificativa:
1.   Modo como foi escolhido o tema para ser pesquisado e como surgiu o problema levantado para o estudo.
2.   Apresentação das razões em defesa do estudo realizado.
3.   Relação do tema e/ou do problema estudado com o contexto social.
4.   Explicação dos motivos que justificam a pesquisa nos planos teórico e prático, considerando as possíveis contribuições do estudo para o conhecimento humano e para a solução do problema em questão.
5.   Fundamentação da viabilidade da execução da proposta de estudo.
6.   Referências aos possíveis aspectos inovadores do trabalho. Esse é um ponto básico e deve estar presente nos aspectos já mencionados. No entanto, quando o objetivo do pesquisador for replicar um estudo anteriormente realizado por outro pesquisador ou por ele próprio, por considerar que não houve aplicação correta e/ou precisa de deter­minada metodologia ou abordagem teórica, não se faz necessário o critério de inovação, pelo menos dentro de uma visão restrita, posto que as características do projeto não precisam ser modificadas. Nesse caso, a inovação só poderá ocorrer nos resultados obtidos com a nova metodologia e/ou abordagem teórica aplicadas.
          7. Considerações sobre a escolha do(s) local(is) que será(ão) pesquisado(s). Relatar se a pesquisa será realizada em nível local, regional, nacional ou internacional.

EXEMPLO DE JUSTIFICATIVA
          A sociedade brasileira, conforme divulgação da mídia em geral, apresenta atualmente um alto índice de criminalidade e vários fatores têm contribuído para esta realidade. Um dos mais evidentes destes fatores é o próprio contexto sócio-político e econômico, caracterizado pela marcante desigualdade social, a qual é agravada processualmente pelo desemprego que, por sua vez, é também consequência do processo de globalização que o país vem atravessando.
As precárias condições de vida de uma significativa parcela da população têm provocado desenfreadas maneiras alternativas de sobrevivência, desencadeando um quadro acirrado de violência social. Assim, delinquência e marginalidade fazem-se cada vez mais presentes, cujas consequências não deixam de ser percebidas, por exemplo, o índice de assaltos, furtos e roubos, estupros, enfim.
A superlotação dos presídios brasileiros representa um sintoma deste contexto. O Estado do Pará também reflete esta realidade. E, em se tratando de uma questão que afeta a todos nós cidadãos; como profissionais preocupados com a melhoria de nossa sociedade, propomos este projeto de pesquisa que pretende analisar as principais causas da superlotação dos presídios do Estado, mais especificamente na Penitenciária de Americano, no intuito de identificar o cotidiano dos detentos, sobretudo as formas de ocupação do tempo no presídio, tendo presente a relação entre trabalho e ociosidade.
           A realização deste estudo pretende ser uma contribuição para a melhor compreensão da realidade carcerária paraense, ao se propor a levantar subsídios que possam colaborar com a busca de soluções viáveis para a construção de uma sociedade mais humana e mais justa.”

Darcy Flexa Di Paolo  - Projeto - CIDADANIA E JUSTIÇA: O cotidiano dos detentos da Penitenciária de Americano do Estado do Pará

OBJETIVOS DA PESQUISA

Nessa etapa responde-se à pergunta para que se explicitem os objetivos gerais e específicos a serem utilizados durante a investigação. Esses deverão ser extraídos diretamente dos problemas levantados no tópico anterior.
Objetivos gerais
Definem, de modo geral, o que se pretende alcançar com a realização da pesquisa. A seguir apresenta-se um exemplo relacionado com o estudo sobre fatores que incidem na migração no Estado da Paraíba.

Exemplo de Objetivo Geral

  Verificar os fatores que contribuem para a migração rural-urbana no Estado da Paraíba.
Objetivos específicos
Definem aspectos determinados que se pretende estudar e que contribuem para alcançar o objetivo geral. Exemplo relacionado ao objetivo anterior:

Exemplo de Objetivos específicos:
  Verificar a relação entre o nível de desenvolvimento dos municípios e o desejo de migrar.
  Verificar a relação entre os fatores pessoais, as características dos municípios e o desejo de migrar.
PROBLEMÁTICA
Problematização é a transformação de uma necessidade humana em problema. Segundo Popper (1975), toda discussão científica deve surgir com base em um problema ao qual se deve oferecer uma solução provisória a que se deve criticar, de modo a eliminar o erro. É uma questão não resolvida, é algo para o qual se vai buscar resposta, via pesquisa.

DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

Determinar e delimitar um problema de pesquisa implica conhecimento do objeto selecionado para estudo, o que se deseja pesquisar.
São duas as formas utilizadas para a produção do conhecimento em torno de um objeto de pesquisa; e elas supõem comportamentos distintos do pesquisador.
A primeira é aquela que apresenta o seguinte processo: o pesquisador, acreditando que possui pleno domínio do tema escolhido para ser pesquisado, devido à experiência adquirida em outras pesquisas; em leitura de livros; etc.,supõe-se em condições de definir o seu problema de pesquisa sem a participação da população em estudo, elaborando instrumentos de coleta de informações, as quais serão fornecidas por pessoas que serão utilizadas apenas como objeto de estudo. Em seguida, realiza a análise dessas informações e, em alguns casos, divulga-as.
A segunda segue outro processo: o pesquisador insere-se na população que deseja estudar e, juntamente com seus elementos, em constante interação, tentam levantar os problemas que serão pesquisados, com o objetivo de produzirem um conhecimento concreto da prática que vivenciam.
Aqui, o pesquisador acredita que a população que pretende estudar é a única que tem condições de levantar os seus problemas prioritários de pesquisa.
Na primeira forma de produção do conhecimento, os problemas de pesquisa são levantados a priori pelo pesquisador, baseados em pesquisas anteriores, livros, documentos, jornais, revistas etc., enquanto na segunda forma esses são trazidos à baila, no próprio processo de pesquisa, pelos elementos da população em estudo, com a participação do pesquisador. Aqui se estabelece uma relação sujeito-sujeito.
Outro aspecto que se deve considerar é que em ambos os casos o conhecimento requerido para definir o problema de pesquisa varia de acordo com o tipo de estudo realizado. Caso se deseje realizar um estudo analítico, por exemplo, necessita-se de maior aprofundamento do tema selecionado. No entanto, esse conhecimento não se refere às questões levantadas para estudo, pois não teria sentido pesquisar aquilo que o pesquisador já conhece. Além disso, deve-se levar em conta que nem todas as questões devem ser consideradas problemas de pesquisa, mas somente aquelas que necessitam de uma resposta devido à sua importância no quadro social ou no campo das Ciências Humanas.
Isto nos leva a tratar de outro aspecto, semelhante a esse, que geralmente ocorre nos grupos emergentes de pesquisadores: são os levantamentos exagerados de informações sem quaisquer objetivos predeterminados, que acarretam para a pesquisa elevação nos custos, perda de tempo na busca de suas possíveis utilidades ou, no caso extremo, a sua inviabilidade. Outro problema que deve ser considerado dentro da dinâmica de execução da pesquisa é a diminuição ou ampliação das problemáticas e de seus aspectos, o que leva necessariamente a uma nova adequação do referencial teórico. Por exemplo, ao realizarmos uma pesquisa sobre a influência de certos procedimentos de ensino utilizados em sala de aula sobre resultados alcançados pelos alunos (produtos de aprendizagem), podemos perceber durante o seu processo de execução que as atitudes do aluno em termos de interesses, valores, apreciações etc. (domínio afetivo) têm, também, peso sobre os produtos de aprendizagem. Nesse sentido, faz-se necessário um retorno ao referencial teórico para um acréscimo quanto à relação do domínio afetivo com o domínio cognitivo.
Outro aspecto que se deve levar em conta nessa parte do projeto é a necessidade de definir com precisão as variáveis no estudo, evitando-se as possíveis interpretações dúbias que a elas possam ser dadas.
Condições para a determinação de um problema
As seguintes condições não esgotam as exigências para a determinação de um problema de pesquisa, mas ajudarão o leitor na avaliação da adequação do problema:
1.   Se a pesquisa se refere às Ciências Sociais, o problema deve ser de natureza social.
2.   O problema deve ser concreto e estar formulado de forma clara e precisa.
3.   As Ciências Sociais referem-se à realidade e não ao ideal, ao que deve ser. Portanto, um problema de pesquisa não pode estabelecer juízos de valor sobre o que é melhor ou pior em uma situação social.
4.   O problema deve referir-se a fenômenos observáveis, possíveis de verificação empírica.
5.   O problema não se deve referir a casos únicos ou isolados, deve ser representativo e possível de ser generalizado.
6.  O problema deve apresentar originalidade. Portanto, não se deve insistir em problemas já conhecidos e estudados, salvo se forem incluídos novos enfoques ou pontos de vistas.

EXEMPLO DE PROBLEMA

"A temática sobre o sistema penal brasileiro sugere um leque de questões importantes para serem analisadas, no sentido de buscar soluções viáveis para minimizar as desigualdades sociais em nossa sociedade, por exemplo:
            Qual o papel do sistema penitenciário na sociedade?
            Quais as principais causas da delinqüência?
            Qual o papel do Estado na questão prisional?
            Qual a relação entre situação sócio-econômica e delinqüência?

            Além destas, outras questões mais poderiam ser acrescentadas. Neste projeto, a questão básica a ser investigada será: Quais são as atividades desenvolvidas pelos detentos na penitenciária de Americano e quais as conseqüências destas ocupações para o cotidiano destes?"

HIPÓTESES E SUBIPÓTESES

O que fazer?
As hipóteses e sub hipóteses devem ser extraídas dos problemas levantados para estudo, os quais devem estar explícitos nos objetivos.
Podem ser formuladas, dependendo do tipo de problema, de três maneiras:
1.   Hipóteses univariadas: são aquelas que apresentam apenas uma variável.
2.   Hipóteses multivariadas: são aquelas que apresentam ligação entre duas ou mais variáveis.
3.   Hipóteses de relação causal: são aquelas que apresentam relação de causa e efeito entre as variáveis.
Exigências para a formulação de hipóteses
1.   Formular hipóteses claras e precisas; convém estabelecer tanto as hipóteses de pesquisa, quanto as de nulidade.
2.   Indicar a importância e a contribuição teórica das hipóteses.
3.   Definir as variáveis, preferentemente em termos operacionais, distinguindo as variáveis independentes e dependentes.

EXEMPLO DE HIPÓTESE

"A ociosidade na Penitenciária de Americano contribui para o aumento da violência, acirrando ainda mais o índice de delinquência e criminalidade."




Equipe:
Ivone Ferreira da Silva
Keyla Marcelle Gatinho
Marciano Cabral dos Santos
Maria Cleidiane Nascimento

Referencial Teórico e Metodologia

         REFERENCIAL TEÓRICO


"Referencial teórico", "Quadro teórico", "Marco teórico" ou "Revisão de Literatura"É um resumo do tema já escolhido pelo pesquisador ressaltando conceitos, características e justificativas que explicitam o desenvolvimento da pesquisa e fontes de referências de um modo confiável proporcionando uma credibilidade ao trabalho cientifico. Essa síntese pode ser reunida através de textos, revistas, noticiários, documentários, internet, livros.
Em caso de pesquisa relacionada sujeito-objeto, o pesquisador deverá analisar a maior quantidade possível de correntes teóricas e definir qual delas poderá ajuda-lo em sua pesquisa, que poderá ser do tipo descritivo e/ou explicativo. Após essa ampla busca da corrente teórica definida, estudara as diversas concepções a cerca do tema empregado de forma clara ao método dedutivo, já que todo procedimento do nível teórico macro para o nível micro implica em dedução de pressupostos que possuam nível maior de compreensão da realidade que será estudada. Após dar-se esta pesquisa é necessário que o pesquisador faça uma analise critica do tema estudado de acordo com a história já descrita anteriormente ou com dados históricos atuais os quais foram levantados em questões previas.
“A partir daí, o pesquisador deverá, por inferência, formular o seu problema, caso necessário, suas hipóteses e suas contribuições, tanto teóricas quanto práticas.”
Se a investigaçãoabrangerrelação sujeito-sujeito durante o procedimento, a seleção do referencial teórico necessitará, de preferência, ser feita posteriormenteao levantamento do problema a ser estudado.
“Em geral, o marco teórico ou de referência deve incluir os seguintes aspectos:”
1.   “Descrição da relação do problema de pesquisa com o marco teórico em questão.”
2.   “Especificação da relação do problema com pesquisas anteriores.”
3.   “Apresentação de questões ou hipóteses alternativas possíveis de serem estudadas dentro dos limites do marco teórico.”
“As fontes deverão constar da bibliografia do projeto de pesquisa de modo completo, de acordo com normas da ABNT”. 

Exemplo de referencial teórico:
REFERENCIAL TEÓRICO

O processo de ensino aprendizagem é considerado um processo complexo por muitos profissionais da área de educação, talvez por exigir dele uma dedicação consciente e a responsabilidade de fazer com que seu público alvo queira realmente aprender, por isso é que vários estudos tem sido feitos acerca do assunto, mas como podemos definir este processo? Vamos recorrer à alguns autores para nos auxiliar nesta questão.
A aprendizagem é um processo socialmente situado que se desenvolve por meio de interações que envolvem o estudante em relação consigo, com o professor e com outros estudantes ampliando a concepção de aprendizagem (MICCOLI, 2010, apud FARIAS, 2011 p.64).

Este primeiro autor citado nos ajuda a entender que a aprendizagem não é um processo que flui isoladamente, mas que necessita da interação entre os indivíduos envolvidos para que seja alcançado o resultado esperado, ou seja, requer inovação da parte do professor em suas metodologias de ensino principalmente quando se trata do processo de ensino aprendizagem de Língua Inglesa que atualmente exige profissionais qualificados, dinâmicos e capazes de tornar suas aulas de línguas prazerosas e participativa e a motivação do aluno em querer aprender uma Língua Estrangeira nesse caso a Língua Inglesa. O segundo autor vem reforçar essa ideia com base nos PCN-LE. 

Há três aspectos importantes nos PCN-LE que devem ser considerados nessa concepção de ensino-aprendizagem: a)construção de uma base que possibilite o engajamento discursivo dos alunos; b)desenvolvimento da consciência crítica em relação à linguagem; c) tratamento dado aos temas transversais, pois, continua o autor, as aulas de língua inglesa devem proporcionar aos alunos subsídios para que possam entender melhor o mundo em que vivem, tais como: seus processos sociais, políticos, econômicos, tecnológicos e culturais para, então, interagir com o mesmo de forma crítico reflexiva em situações reais do cotidiano(MOITA LOPES, 2003, p.31 apud LELES [s.d.]).




NORMAS TÉCNICAS PARA REDAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS, SEGUNDO A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT .

Síntese por Darcy Flexa Di Paolo

Regras para inserir citações


 As citações são ideias de outros Autores que incluímos no texto para reforçar o que estamos exprimindo:
Citação é uma menção, no texto, de uma informação colhida em outra fonte.
Existem algumas recomendações que devem ser seguidas para se fazer uma correta citação.
· A citação deve dizer algo de novo ou relevante.
· O autor deve compartilhar com a ideia.
· Deve incluir informações sobre a obra / autor.

T I P O S  D E   C I T A Ç Ô E S

  Definições:
a)       Citação Indireta: Transcrição livre do texto do autor consultado.       
b)       Citação de citação: Transcrição direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso ao original.

  Regras Gerais
1) As transcrições no texto de até três linhas devem estar encerradas entre aspas duplas. As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação.

  Ex.:  Barbour (1971, p. 35) descreve o “estudo da morfologia dos terrenos [...] ativos”.
ou

         “Não se mova, faça de conta que está morta” (CLARAC; BONNIM, 1985, p. 72).
            ou

Segundo Sá (1995, p. 27): [...] “por meio da mesma arte de ‘conversação’ que abrange tão extensa e significativa parte da nossa existência cotidiana”

2) As transcrições no texto com mais de três linhas devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra menor que a do texto utilizado e sem as aspas.

                            EX:
A teleconferência permite ao indivíduo participar de um encontro nacional ou regional sem a necessidade de deixar seu local de origem. Tipos comuns de teleconferência incluem o uso da televisão, telefone, e computador. Através de áudio conferencia utilizando a companhia local de telefone, um sinal de áudio pode ser emitido em um salão de qualquer dimensão (NICOLS, 1993, p. 181).

REGRAS GERAIS A SEREM OBSERVADAS


1ª) Quando há necessidade de supressão de trechos utilizamos reticências entre colchetes no lugar do texto suprimido. [...]
2ª) Quando há necessidade de salientar trechos ou palavras da citação direta, estas são sublinhadas ou escritas em negrito na citação, ao final da qual escreve-se a expressão “grifo nosso”, entre parênteses.
Ex: [...] para que não tenha lugar a produção de degenerados, quer physicos quer moraes, misérias, verdadeiras ameaças à sociedade (SOUTO, 1916, p.46, grifo nosso)
3ª) Quando se trata de texto traduzido por quem faz a citação, esta deverá vir seguido da expressão “tradução nossa”, entre parênteses.
4ª) Quando se quer citar informações colhidas de canais não escritos, informais, tais como palestras, debates, entrevistas, deve-se usar a expressão “informação verbal”.
Ex: Tricart constatou que na bacia do Resende, no Vale do Paraíba, há indícios de cones de dejecção (informação verbal).
5ª) Quando o texto citado for retirado de outra citação, escreve-se o sobrenome do autor da texto original seguido da expressão latina “apud” (citado por ) e o ano da publicação.
Ex: (EVANS, 1987 apud SAGE, 1992, p. 2-3)
               Segundo Silva (apud ABREU, 1999, p.3) diz ser [...]

REFERENCIAS
DI PAOLO, Darcy“normas técnicas para redação e apresentação de trabalhos científicos, segundo a associação brasileira de normas técnicas – abnt”. Apostila elaboração, monitoramento e avaliação de projetos.2012

METODOLOGIA
Na metodologia do projeto de pesquisa, o desafio é convencer os orientadores de que os autores têm condições e equipamentos para executar a análise proposta. Eles precisam provar que as técnicas são importantes para o problema discutido, que os equipamentos estarão disponíveis e que método de estudo proposto é adequado:
¨      Descreva as análises que serão feitas;
¨      Descreva os equipamentos a serem utilizados nessas análises;
¨      Descreva os métodos que serão aplicados;
¨      Descreva como os dados serão analisados.
Exemplo:
METODOLOGIA

Este projeto será desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica, documental e de campo. Utilizarei também a entrevista junto aos alunos e direção da escola e formulário para os alunos acerca da importância da Língua Inglesa na sua formação.

Equipe:
Bárbara Radmila
Dailsa Maria
Joaquim Marcelo
Nazaro Lima
Yolane Tenório

Cronograma de Execução, Orçamento e Referências.

CRONOGRAMA
O cronograma serve para você como um guia na elaboração do projeto mostrando passo a passo desde processo. A cada etapa concluído será marcado na linha e coluna referente a este passo.


ATIVIDADE
PERÍODO (2013-2014)
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
JAN
Definição do tema
*












Pesquisa Bibliográfica e documental
*
*











Elaboração do projeto

*












Elaboração do instrumento de pesquisa
*
*











Aplicação de técnicas de coletas de dados


*
*
*
*







Apuração dos dados






*
*
*





Analise dos dados








*
*
*



Elaboração do relatório final










*
*
*

Entrega do relatório final













*




ORÇAMENTO
No final do projeto você precisa elaborar o orçamento onde deve informar que tipos de gastos que houve durante todo processo de elaboração e execução, como lápis, caneta, impressão, cartuchos de impressora, papel(A4, etc.), viagens.
ITEM
ESPECIFICAÇÃO
UNID
QUANT
V UNIT
V TOTAL
1
IMPRESSÃO
Unid
60
0,50
30,00
2
PAPEL A4
Resma
1
15,00
15,00
3
CARTUCHO IMPRESSORA –BALCK
Unid
1
50,00
50,00
4
CARTUCHO IMPRESSORA- COLOR
Unid
1
60,00
60,00
5
CANETA
Unid
2
1,50
3,00
6
LÁPIS
Unid
3
0,70
2,10
7
BORRACHA
Unid
2
0,90
1,80

TOTAL



161,90




REFERÊNCIA
Referência é a informação do material que você utilizou para embasamento da sua pesquisa. A estrutura básica é:
AUTORIA (S). Título: subtítulo (se houver). Edição (a partir da 2º): Editora, data de publicação(ano).
 A ABNT exige algumas regras para que estas sejam expostas na composição do seu trabalho.
Ø  De um autor:
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho cientifico. 23.ed. São Paulo: Cortez, 2007.


Ø  De dois autores:
TACHIZAWA, T.; MENDES, G. Como fazer monografia na prática. Rio de Janeiro: FGV, 2001.
Ø  De três autores;
MOTTA, Valter T.; HESSLN, Lígia Gonçalves; GIALDI, Silvestri. Normas técnicas para apresentação de trabalhos científicos. Caxias do Sul: EDUCS, 2004.
Ø  De mais de três autores:
TAMAYO, Álvaro et al. Trabalho, organizações e cultura. São Paulo: Cooperativa De autores Associados, 1997.
Ø  De nome(s) de autor(es) com grau de parentesco:
Quando o autor tiver no nome grau de parentesco como, NETO, SOBRINHO, FILHO, JUNIOR, deve-se colocar o sobrenome que antecede o grau de parentesco.
MELO NETO, João Cabral de. Sevilha andando. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.
Ø  De TCC, dissertação, tese:
NOME DO AUTOR(ES), Título: subtítulo (se houver). Ano. Número de folhas. Identificar se é TCC, Dissertação ou Tese ( grau- Graduação, Mestrado, Doutorado) – Unidade de ensino, Local, ano de aprovação. 
EUGÊNIO, D. S. O potencial turístico religioso de Belém do Pará: um estudo sobre as igrejas históricas da cidade. 2008. 63 f. Trabalho de conclusão de curso ( Graduação ) – Faculdade de Turismo, UFPA, Belém, 2008.
Ø  De documento consultado online:
NOME DO AUTOR(ES) (se houver). Título: subtítulo (se houver). Edição (a partir da 2ª). Local: Editora e ano de publicação do documento. Disponível em <>. Acesso em: dia mês ano
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMASTÉCNICAS. Edital Nº 3/2009: projeto de normas brasileiras. Rio de Janeiro, 2009. Disponível em <http://www.abnt.org.br/default.asp?resolucao=1440X900>. Acesso em: 19 mar. 2009.
Ø  De vídeo:
O LAVRADOR de toadas. Produção de Sílvio Lima Figueiredo. Belém: UFPA, 2008. 1 DVD, son., color.
v  Partes de documentos:
Ø  De parte de livro:
NOME DO AUTOR(ES) DA PARTE DA OBRA. Título da parte. In: AUTORIA (S) DA OBRA. Titulo da obra: subtítulo (se houver). Edição (a partir da 2ª). Local: Editora, Ano. Pagina inicial-final da parte.
LUNA, Sérgio V. de. O falso conflito entre tendências metodológicas. In: Fazenda, Ivani (Org.). Metodologia da pesquisa educacional. 3. Ed. São Paulo: Cortez, 1994. P. 23-33.
Ø  De artigo e/ou matéria de revista, boletim, etc.:
NOME DO AUTOR(ES) DA PARTE DA OBRA. Título da parte. Titulo da publicação, Local da publicação, nº do volume e/ou ano, nº de páginas inicial-final do artigo ou matéria, data ou intervalo de publicação.   
FIGUEIREDO, S. J. L. Turismo em comunidade de La Amazônia: fiestas e ritualesenlaisla Marajó – Brasil. Estudyos y perspectivas del turismo.  Buenos Aires, v. 9, n. 1, p. 84-98, 1998.
Ø  De artigo e/ou matéria de jornal:
NOME DO AUTOR(ES) DA PARTE DA OBRA. Título da parte. Titulo do jornal, Local da publicação, data (dia mês ano). Seção, caderno ou parte do jornal e numeração da página correspondente.   
PEREIRA, Otávio Lima. A benção Senhora! O Liberal, Belém, 10 out. 2004. Caderno Atualidades, p. 3.
Ø  De artigo e/ou matéria disponível na internet:
NOME DO AUTOR(ES) DA PARTE DA OBRA. Título da parte: subtítulo (se houver).Título da obra, Local, numeração que corresponde ao volume e/ou ano, número da página inicial-final, data ou intervalo de publicação. Disponível em <>. Acesso em: dia mês ano
KANDUR, Prabhaet al. Definition and Classification of Power System Stability. IEEE Transations on power systems,  Estados Unidos, v. 19, n. 2, p. 1387-1401, 2004. Disponivel em: <http://ieeexplore.ieee.org/iel5/59/29221/01318675.pdf?arnumber=1318675>. Acesso em: 12 ago. 2008.


Referência
DI PAOLO, Darcy Flexa. Referências. In: DI PAOLO, Darcy Flexa. Elaborando trabalhos acadêmicos e científicos:TCC, dissertação e tese. Belém, 2009. p.51-60.

Equipe:
Alriane Santos
Ana Paula Brito
Caroline Souza
Cleidiane Vidal